Alimentação artificial para abelhas – energética e proteica

As abelhas retiram os seus alimentos basicamente das flores das plantas. Do néctar coletado nas flores elas fabricam o mel e do pólen recolhido, elas misturam com alguns de suas enzimas e produzem uma massa proteica. O néctar e pólen são armazenados em potes ou discos para serem consumidos diariamente e principalmente em períodos de escassez de flores.

O estoque de alimento feito pelas abelhas permite que elas consigam sobreviver tranquilamente nos períodos em que não haja oferta de flores.

Na natureza a relação plantas-abelhas acontece perfeitamente, pois ocorre de maneira equilibrada. Quando mudamos da ótica da natureza para, por exemplo, uma criação racional de abelhas, onde há várias colmeias por metro quadrado, o que não acontece no ambiente natural, à dinâmica é outra. Desse jeito, e é preciso que o meliponicultor ou apicultor forneça uma alimentação “artificial” para seus enxames, especialmente nos períodos de escassez floral, caso contrario as colmeias ficarão muito fracas podendo até morrer.

O alimento artificial que se utiliza tenta imitar as duas principais fontes alimentares das abelhas, o néctar e o pólen. O néctar tem função energética, e pode ser substituído por um xarope de água com açúcar. A massa de pólen é a principal fonte proteica e vitamínica das abelhas,  e pode ser trocado pelo pólen desidratado de Apis (encontra-se à venda em loja de apicultura ou de produtos naturais)com um pouco de mel, formando os chamados “bombons do Cappas”.

Modo de preparo do xarope energético.

Misturar partes iguais em massa de açúcar e água num recipiente, aquecer no fogo e aguardar até que a mistura fique homogênea, ou seja, quando todo o açúcar estiver dissolvido. Para finalizar devemos acrescentar suco de limão na mistura (água + açúcar) quando ela ainda estiver aquecida. Para 1000 ml de água use 1000 g de açúcar e o suco de um limão – de preferência ao limão “galego” ou “tahiti”. O limão contém ácido cítrico, e esse ácido é capaz de desdobrar a sacarose do açúcar em glicose mais frutose, facilitando assim, o trabalho digestivo das abelhas.

 

Modo de preparo do “bombom de Cappas”.

Segue um vídeo do “youtube” que ensina passo a passo como preparar os bombons.

Alimentação energética fornecida à mandaçaias.

Alimentação energética fornecida à mandaçaias.

Alimentação proteica fornecidas à mandaçaias. Observar que elas já começara se alimentar dos bombons.

Alimentação proteica fornecidas à mandaçaias. Observar que elas já começara se alimentar dos bombons.

Alimentação energética fornecida à abelha jataí.

Alimentação energética fornecida à abelha jataí.

Felipe Furtado Frigieri

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Iscas e própolis de abelhas nativas (jataí, mandaçaia, mandaguari)

Isca pet e própolis para captura de abelhas sem ferrão. Envio para todo o Brasil!! As iscas são feitas com própolis específicos. Temos isca e própolis de jataí, mandaçaia, bora e iraí. Quem se interessar pode entrar em contato via e-mail: felipefrigieri@hotmail.com

isca abelha jataí

Estoque de iscas para captura de abelhas sem ferrão.

isca e própolis de jataí

Própolis de abelhas sem ferrão, matéria prima para produção de iscas.

isca abelha jataí

Sucesso na captura de uma colmeia da abelha jataí utilizando isca pet.

isca abelha jataí

Vista dos discos de cria e da rainha de uma isca pet colonizada pela abelha jataí. Sucesso!

Contato felipefrigieri@hotmail.com

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Transferência, divisão e coleta de mel da jataí.

Realizei ontem (27.02.2014) a transferência de um enxame de jataí (Tetragonisca angustula angustula Latreille) que se encontrava dentro de um oco de uma parede, para uma caixa racional.

No momento da transferência verifiquei que a colmeia estava bastante forte, visto que havia muitos discos de cria (aprox. 20), células reais, muitas campeiras e muito pólen e mel. Por conta disso, aproveitei para dividir o enxame, dando origem a duas caixas racionais, que para exemplificar vou chamar de caixa A e B.

A Metodologia empregada foi a seguinte.

Dividiu-se o enxame inicial em duas partes, dessa forma uma parte dos discos de cria (aprox. 10) mais a abelha rainha foram transferidos para caixa A, a qual foi levada a mais de 4 metros de distancia do enxame inicial. Na caixa B transferiram-se discos de cria (aprox. 10) com a presença da célula real em alguns deles, colocou-se a caixa no local em que se encontrava o enxame inicial.

A partir dessa metodologia, espera-se que na caixa A a situação se normalize após uns 2 meses, visto que ela perdeu muitas abelhas campeira durante a divisão.

Como a caixa B foi colocada no local do enxame antigo, a recuperação é mais rápida, visto que ela ganha as campeiras do enxame antigo.  Cerca de um mês o enxame já está recuperado.

A única questão é que na caixa B não haverá inicialmente uma rainha fisogástrica. No entanto, dentro alguns dias a célula real dará origem a uma princesa (rainha virgem), e essa princesa será fecundada por um zangã0 (macho haploide) tornando-se uma rainha fisogástrica e apta a realizar posturas.

Dicas:

  • Lacre bem todos os vãos da caixa. Utiliza-se para isso fita adesiva. Tal procedimento objetiva evitar a entrada de forídeos e formigas,
  • Coloque alimentação energética artificial dentro da colmeia. A alimentação artificial é um xarope feito da mistura de partes iguais de água com açúcar. Misturam-se as partes e em seguida aquece a mistura no fogo até que só reste a fase líquida.
  • Alimente a caixa com o xarope 1 vez a cada 3 dias, durante 1 mês pelo menos.
  • Impeça o acesso de formigas à caixa.
  • Não se recomenda colocar os potes de pólen e mel do enxame antigo na caixa nova, pois eles podem ser um atrativo para forídeos.
  • Caso verifique a presença de forídeos nas caixas. Caso os encontre, coloque dentro da caixa um potinho de aprox. 10 ml tampado e com um pequeno furo na tampa (diâmetro de um palito de fósforo). Preencha o pote com vinagre. Troque a solução de vinagre a cada 2 dias. Obs. o forídeo é uma mosquinha pequena, lembra as moscas de fruta.
Entrada do ninho da jataí.

Entrada do ninho da jataí.

Vista interna do ninho, as abelhas isolaram o ninho com cerume (cera mais própolis).

Vista interna do ninho, as abelhas isolaram o ninho com cerume (cera mais própolis).

Discos de cria de jataí. A célula que estou apontando é célula real, que dará origem a uma rainha. Observe m que ela é bem maior que as outras células.

Discos de cria de jataí. A célula que estou apontando é célula real, que dará origem a uma rainha. Observe m que ela é bem maior que as outras células.

Mel coletado da jataí. Comparando o mel de jataí ao da abelha africanizada, nota-se que ele é menos denso (mais água), porém na minha opinião muito mais saboroso. A tradição popular atribuí propriedade medicinais ao mel da jataí.

Mel coletado da jataí. É um mel menos denso que o mel de apis e na minha opinião muito mais saboroso. A tradição popular atribuí propriedade medicinais ao mel da jataí.

Agradeço meu amigo Diogo Barsanti que permitiu a transferência da colmeia de jatai presente no seu Rancho e também a fundamental contribuição do amigo Antonio Carlos Junior.

 

Boa sorte a todos!

Felipe Furtado Frigieri

 

 

 

 

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Compostagem residencial

Diariamente no decorrer de nossas atividades, não damos conta, mas produzimos em média por pessoa 1 Kg de diversos resíduos, desses, cerca de 60 % ou 600 g são resíduos orgânicos como: cascas de frutas, restos de alimentos cozidos, carnes, etc.

Infelizmente, ainda a grande maioria dos municípios brasileiros não dá um destino adequado para seus resíduos orgânicos, sendo esses, em grande parte, depositados a céu aberto e acabam produzindo líquidos e gases que contaminam o solo, água, o ar e inclusive as pessoas. Além disso, esses ambientes que servem de deposito de resíduo orgânico tornam-se atrativos para insetos indesejados, ratos e outros, isso acarreta em mais problemas de saúde.

A questão da destinação dos resíduos sólidos é teoricamente é competência do poder público e das empresas privadas, no entanto a sociedade civil pode através de algumas atitudes vir a contribuir positivamente na resolução dessa questão.

Podemos fazer duas coisas nas nossas residências que irão contribuir positivamente para a questão aborda acima, a primeira delas é bastante simples: basta diminuirmos nosso desperdício de alimento, passando a cozinhar na medida certa e ainda utilizando cascas, talos de frutas e hortaliças na nossa alimentação, que por sinal são bastante ricas em vitaminas.

A outra atitude não é complexa, porém demanda um pouco de cuidado, trata-se da compostagem. Simplificadamente a compostagem consiste na transformação de compostos orgânicos instáveis em compostos orgânicos estáveis, ou simplesmente a transformação de restos de comida, hortaliças, cascas de frutas em adubo orgânico. O processo é simples e pode ser feito até em apartamentos.

A compostagem caseira diminui a geração de resíduos tóxicos em aterros, consequentemente evitam-se todos os problemas que esses resíduos geram nessas que são depositados e ainda, permite a produção de adubo sólido e líquido na sua própria casa. Para termos ideia, numa residência onde vivem 4 pessoas,  ao final de um mês teremos aproximadamente 72 Kg de resíduos orgânicos produzidos  e cerca de 860 Kg no final de uma ano, uma vez feita a compostagem desses resíduos, estamos tratando localmente os nossos resíduos, produzindo adubo e deixando de destinar a aterros ou lixões uma significativa quantidade desses materiais.

Para uma boa compostagem você vai precisar de:

  • recipiente para armazenar os resíduos (pode ser baldes, caixas ou diretamente no solo),
  • folhas secas ou pó de serra (serragem de madeira),
  • pá de jardim ou equipamento semelhante (para mexer o composto),
  • recipiente para armazenar o adubo líquido.

O que pode ser decomposto:

  • cascas de frutas,
  • alimentos cozidos (arroz, feijão, etc.),
  • borra de café,
  • papel guardanapo,
  • (evitar carne em grandes quantidades, pois elas podem atrair moscas e produzir mau cheiro),
  • resíduos da jardinagem (folhas, galhos, flores, etc.).

Como fazer:

  • misturar os resíduos orgânicos com as folhas secas ou a serragem, na proporção de duas partes para uma, respectivamente;
  • mexer o composto diariamente (oxigênio é fundamental para boa decomposição);
  • mantê-lo úmido (cuidado para não encharcá-lo).
  • acrescentar ao composto minhocas vermelhas (facilmente encontradas em locais que vendem isca para pescaria).
  • a decomposição leva aproximadamente 60 dias para ser finalizada,
  • no final do processo teremos um produto de cor escura, cheiro de terra molhada,  portanto pronto para ser utilizado no jardim, floreiras, horta, pé de árvores, etc.

Segue abaixo um vídeo retirado do ‘youtube”, em que jovens estudantes ensinam a construir uma composteira utilizando galões de 20l  de água, tal recipiente é interessante pois apresentam prazo de validade, uma vez vencidos podem ser empregados para nessa finalidade. Esse modelo composteira é bastante simples e pode ser utilizada em residências com quintal pequeno, e até mesmo em apartamentos. Para uma família de 5 pessoas, o ideal é duas a três composteiras desse modelo, no entanto isso pode variar de acordo com os hábitos da família.

Fiz essa composteira na minha casa e o resultado foi muito bom. Principalmente por ter o coletor do adubo líquido. O inconveniente é o seu volume reduzido, mas isso pode ser resolvido construindo mais uma ou duas composteiras, de acordo com a necessidade.

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Composteira em funcionamento. Na parte superior verificamos o composto sólido e na inferior o adubo líquido.

É Fundamental colocar um pouco de folha seca ou serragem na mistura, logo após que por os resíduos orgânicos.

Logo após de acrescentar os resíduos orgânicos é fundamental colocar um pouco de folha seca ou serragem sobre o composto e revolver a massa, de modo a mantê-la sempre oxigenada.

Composto pronto para ser utilizado. O cheiro é semelhante ao de terra molhada.

Composto pronto para ser utilizado. O cheiro é semelhante ao de terra molhada.

Coletando o adubo líquido, praticamente inodoro.

Coletando o adubo líquido, praticamente inodoro.

O adubo líquido pode ser utilizado para adubar plantas em geral. Mistura duas partes de água para uma do adubo líquido.

O adubo líquido pode ser utilizado para adubar plantas em geral. Misturar duas partes de água para uma do adubo líquido.

Felipe Furtado Frigieri

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Modelo de caixa para Jataí

A abelha jataí se adapta bem a diversos tipos de “ninhos”, na natureza ela se instala principalmente em ocos de árvore. Já na área urbana, é comum encontrá-las em ocos de parede, forno de alvenaria, caixa de energia e entre outros.

Para quem deseja ter uma criação com a finalidade comercial ou não, recomendo alojar as abelhas em caixas chamadas inteligente ou racional. Pois neste tipo de caixa a divisão das colmeias e o manejo de mel e pólen é mais acessível, quando comparados com as caixas “não inteligentes”.

Segue abaixo um modelo em 3 dimensões de um dos tipos de caixa inteligente -o modelo em questão chama-se INPA. O material para confecção das caixas pode ser oriundo de madeira de plantio comercial de árvores, como o de eucalipto ou até mesmo de resíduos de poda e corte de árvores, restos de madeiras usados em construção, tábuas, e etc.

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Vista geral da caixa modelo INPA para jataí. No ninho e sobreninho devem ficar os discos de cria e na melgueira, os potes de mel e pólen. A divisão da colmeia pode ser feita através da retirada do sobreninho, desde que nele tenha uma realeira (célula real) nos discos de cria.

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Conforme a imagem, verificamos que no sobreninho e melgueira possuem uma superfície de separação. No sobreninho tal lâmina tem o objetivo de facilitar o processo da divisão da colmeia, já na melgueira a ideia é criar um andar de depósito de alimento (potes de mel e pólen). Para separação dos andares pode ser utilizado uma chapa fina de madeira, acrílico ou material semelhante.

Ninho com as dimensões internas. A espessura da madeira pode ser de 2 cm.

Este é o primeiro andar da caixa e recebe o nome de ninho, é nele que ficaram parte dos discos de cria. A espessura da madeira pode ser de 2 cm. O fui que aparece na imagem é por onde as abelham entraram na caixa, ele deve ter uma espessura de aproximadamente 0.6 cm de diâmetro ou equivalente ao diâmetro de uma caneta comum tipo “bic”.

Utiliza uma chapa de acrílico com um losango no meio para separar o ninho do sobreninho.

Este é o segundo andar da caixa, recebe o nome de sobreninho. Neste andar ficaram também parte dos discos de cria. As medidas internas são as mesmas do ninho.

Melgueira com as medidas internas. Deixa um pequeno vão para que as abelhas possa passar do sobreninho para a melgueira.

Melgueira com as medidas internas. Deve ser deixado uma abertura para que as abelhas possam passar do sobreninho para a melgueira. É neste andar que as abelhas depositaram os potes de mel e pólen.

Vista interna da caixa. De baixo para cima, ninho, sobreninho, melgueira e tampa.

Vista interna da caixa. A caixa tem 3 andares,  de baixo para cima: ninho, sobreninho e melgueira.

Felipe Furtado Frigieri

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Isca para capturar a abelha jataí

Estamos no início do mês de setembro, a temperatura começou a aumentar e em breve as chuvas se intensificarão; os dias ficarão mais longos e consequentemente a luminosidade é maior. Por conta dessas alterações climáticas, o comportamento dos animais e plantas também é modificado.

É nessa época que muitas plantas iniciam o processo de floração e também é o momento em que as abelhas nativas dão início ao processo de enxameação (divisão de enxames). Este último fenômeno acontece, principalmente pela grande disponibilidade de néctar e pólen, ambos indispensáveis para o desenvolvimento de qualquer colmeia.

Floração do assa-peixe.

Floração do assa-peixe.

Devido às condições mencionadas acima, o mês de setembro é o período ideal para se instalar iscas com o objetivo de capturar uma colmeia de jataí ou outra espécie de abelha sem ferrão.

As iscas utilizadas para capturar as abelhas nativas devem imitar ocos de árvores ou cupins, visto que são esses os ambientes preferidos por elas para formação de uma colmeia. O tamanho dos ninhos das abelhas varia de espécie para espécie, por exemplo, o ninho da mandaçaia é maior que o da jataí. Caso deseje capturar jataí pode-se utilizar garrafas ‘pet’ de 1,5 ou 2 litros para construção das iscas, já as mandaçaias demandam um ninho um pouco maior, cerca de 3 a 4 litros.

O seguinte vídeo no “youtube” ensina como fabricar uma isca para capturar jataí.

Depois de prontas, as iscas devem ser colocadas próximas a locais com fonte de água limpa, oferta de flores (pasto apícola) e se possível, perto de locais que abriguem abelhas que se deseja capturar.

Após instalado a isca é preciso fazer vistorias periódicas nelas, para verificar se as abelhas estão a visitando,  caso verifique que sim, evite incomodá-las e aguarde um período até que o processo de enxameação termine. Tal processo leva cerca de 1 a 2 meses, portanto somente após este período a colmeia presente na isca poderá ser transferida para uma caixa. O vídeo a seguir esclarece como deve ser feita a transferência da isca pet para a caixa.

O método da isca é a melhor forma para capturar um enxame de abelha nativa, pois assim estamos capturando apenas o excedente de uma colmeia, ou seja, a colmeia que originou o enxame vai permanecer na natureza. Em hipótese alguma devemos cortar árvores ou danificar cupinzeiros para capturar colmeias, pois elas estão em equilíbrio com o meio, muitas espécies vegetais dependem dessas abelhas para formar sementes/frutos sadios; e consequentemente muitos animais dependem desses frutos/sementes para sobreviver.

A criação de abelhas sem ferrão se feita de modo racional contribuíra positivamente com a preservação do ambiente, pois assim estamos resguardamos as espécies de abelhas. Ainda essa criação pode ser uma fonte alternativa de renda para pequenos agricultores, os quais podem comercializar enxames, mel, pólen, própolis e cera. Além de ganhos econômicos e ambientais indiretos, através dos serviços prestados gratuitamente pelas abelhas, como a polinização de culturas agrícolas e/ou florestais.

Isca pet para capturar a abelha jataí.

Isca pet para capturar a abelha jataí.

Para tentar imitar a natureza coloquei sobre a isca cascas de árvore. Tal medida tal protege a isca de pessoas mal intencionadas. Créditos para meu amigo Guilherme, o autor dessa técnica.

Para tentar imitar a natureza coloquei sobre a isca cascas de árvore. Tal medida objetiva também proteger a isca de pessoas mal intencionadas. Créditos para meus amigos Guilherme Canda e Antonio Carlos, responsáveis pela ideia.

Isca pet para capturar a abelha jataí. Ela foi posta dentro de uma casca de árvore para se parecer mais com o ambiente natural e também para não ficar evidente aos olhos de pessoas maliciosas.

Isca pet para capturar a abelha jataí. Ela foi posta dentro de uma casca de árvore para se parecer mais com o ambiente natural e também para não ficar evidente aos olhos de pessoas maliciosas.

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Isca camuflada já instalada na árvore desejada.

Isca camuflada para capturar abelha jataí,  instalada na árvore.

Isca camuflada instalada na árvore para capturar abelha jataí.

Adquira iscas para capturar abelhas nativas!!

Felipe Furtado Frigieri

 

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A pitanga-do-cerrado

Uma vez estava andando em terreno abandonado (bem degradado) localizado em Itapetininga, interior do estado de São Paulo, e me deparei com uma planta com cerca de 50 cm de altura, carregada de frutos com forma e gosto muito semelhante ao da pitangueira (Eugenia uniflora). Próximo dessa planta também havia pequenos arbustos com tronco retorcidos e com casca grossa, e alguns exemplares de pequizeiro. Devido a isto, tive a certeza de que aquele local um dia foi um cerrado típico ou um campo cerrado. Como não conhecia a espécie em questão, fiz buscas na internet usando como palavra chave “pitanga-do-cerrado” devido à semelhança com a pitangueira e por estar localizada no ambiente de cerrado. Descobri que se tratava da seguinte espécie Eugenia pitanga?.

Vista da pitanga-d-cerrado, o sabor do fruto lembra o da pitangueira (Eugenia uniflora), porém é bem mais doce.

Vista da pitanga-d0-cerrado, o sabor do fruto lembra o da pitangueira (Eugenia uniflora), porém é bem mais doce.

Coletei algumas sementes e as coloquei para germinar, a germinação levou cerca de 50 dias. Quando fui passar as plântulas para embalagens individuais, me espantei com o comprimento de seu sistema radicular, a raiz da pitanga-do-cerrado é muito maior que o seu caule. Tal fato me fez lembrar a seguinte frase: “o cerrado trata-se de uma verdadeira floresta de cabeça para baixo”.

Plântula e sistema radicular da pitanga-do-cerrado (Eugenia pitanga).  Verifica-se a superioridade do tamanho do sistema radicular em relação ao caule.

Sistema radicular da pitangueira (Eugenia uniflora).

Plântula e sistema radicular da pitangueira (Eugenia uniflora). Verifica-se que há um certo equilíbrio de tamanho do sistema radicular e o caule. Diferente da pitanga-do-cerrado, a pitangueira é de uma região que não passa por estresse hídrico severo, dessa forma não necessita de um sistema radicular muito profundo para captação de água.

Assim como a pitanga-do-cerrado, diversas espécies vegetais do bioma cerrado driblaram a falta de água durante boa parte do ano, através de seus profundos sistemas radiculares que lhe permitem captar água armazenada em profundas camadas do solo.

Pitanga-do-cerrado (Eugenia calycina)

Pitanga-do-cerrado (Eugenia pitanga?).

A pitanga-do-cerrado é uma planta arbustiva com altura que varia de 50 cm a 1,2 m, frutifica durante os meses de novembro e dezembro, pode ser utilizada para recompor ambientes degradados de cerrado; além disso, por ser bastante ornamental e produzir frutos muito saborosos, pode ser empregada com sucesso no paisagismo – é ideal quem quer ter uma planta frutífera e mora em apartamento ou casa com quintal pequeno.

Felipe Furtado Frigieri

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