Plantas atrativas para abelhas

A ideia desse texto é compartilhar, com os amigos e amigas que acompanham esse blog, imagens e informações de espécies vegetais com potencial apícola (abelhas nativas, africanizadas, mamangavas).

Muitas plantas produzem flores com muito de néctar e/ou pólen e resinas vegetais que são fundamentais para a sobrevivência das abelhas, insetos tão importantes para a manutenção da vida na terra.  Espero ajudá-los, com esse material, na escolha por vocês  de plantas importantes para as abelhas, e que cada vez mais as pessoas espalhem flores por onde passarem.

então, vamos lá…

amor-agarradinho (Antigonos leptopus)

Planta trepadeira, gosta de sol, floresce na primavera-verão, pode ser cultivada em cercas, muros, pergolados a pleno sol. Multiplica-se por sementes e estacas. É muito utilizada no paisagismo.

amor-agarradinho (Antigonos leptopus)

aroeira-salsa ( Schinus molle)

Árvore nativa do sul e sudeste do Brasil, altura de 4 a 6 m, florada intensa nos meses de agosto a novembro. Multiplica-se por sementes. Além das flores, as abelhas aproveitam a resina dessa espécie. É bastante empregada na arborização de vias e praças.

aroeira-salsa ( Schinus molle)

assa-peixe (Vernonia sp)

Planta arbustiva, 1-3 m de altura,  gosta de bastante sol, tem crescimento rápido, multiplica-se facilmente por sementes, floresce no inverno , época com pouca oferta de flores na natureza, sendo, por tanto, ótima o enriquecimento de apiários e meliponários. Além disso, apresenta propriedades medicinais. Nativa do Brasil.

assa-peixe (Vernonia sp)

astrapéia (Dombeya burgessiae)

Planta arbustiva, atinge 2 a 4 m de altura, floresce no outono, época com pouca oferta de flores na natureza, sendo, por tanto, ótima para o enriquecimento de apiários e meliponários. É muito utilizada no paisagismo, apresenta inflorescência rosa, branca muito bonita e perfumada.   Pode ser plantada em sistemas agrícolas com a função de  quebra-vento.

astrapéia (Dombeya burgessiae)

astrapéia (Dombeya burgessiae)

astrapéia (Dombeya burgessiae)

café-de-bugre (Cordia ecalyculata)

Árvore nativa do nordeste ao sul do Brasil, altura de 7 a 15 m, florada intensa nos meses de outubro a dezembro. Multiplica-se por sementes. Pode ser utilizada e apiários e meliponários para o fornecimento sombra. Árvore muito bonita, principalmente quando em floração e frutificação. Os frutos, muito abundantes, são excelentes para alimentar a avifauna.

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louro-pardo (Cordia glabrata)

Árvore nativa do nordeste, sudeste e sul do Brasil, altura de 7 a 18 m, florada intensa entre os meses de julho e setembro, ficando a planta sem folhas e repleta de flores brancas, extremamente ornamental. Multiplica-se por sementes. Pode ser utilizada e apiários e meliponários para o fornecimento sombra.

louro-pardo (Cordia glabrata)

louro-pardo (Cordia glabrata)

coroa-de-cristo (Euphorbia milii)

subarbusto, repleta de espilhos, lactescente. Muito interessante como em cerca viva e planta paisagística. Gosta de sol. Multiplica-se facilmente por estacas. Nativa de Madagascar.

coroa-de-cristo (Euphorbia milii)

abelha nativa borá (Tetragona clavipes) visitando a flor da coroa-de-cristo (Euphorbia milii).

cosmo (Bidens sulphurea)

Planta herbácea, ciclo anual, 0,5-1 m de altura, floresce na primavera-verão. Originária da América do Norte. Pode ser utilizada na bordadura de sistemas agrícolas. Multiplica-se por sementes. Atrai principalmente a abelha Apis mellifera.

cosmo (Bidens sulphurea)

feijão-guandu (Cajanus cajan)

arbusto, com porte entre 80 cm a 2,5 m, originário da Índia. Planta muito utilizada como adubação verde (fixação biológica do nitrogênio). Produz vagem e grãos comestíveis. Possuí propriedades medicinais. Atraí muitas mamangavas, sendo interessante cultivá-las próximos de maracujazeiros, além de que pode ser empregada na adubação verde e cobertura do solo. Multiplica-se por sementes.

Abelha mamangava visitando a flor do feijão-guandu (Cajanus cajan).

Abelha mamangava visitando a flor do feijão-guandu (Cajanus cajan).

crotalária (Crotalaria sp)

planta herbácea, com porte entre 0,8 a 2,5m, anual, muito utilizada como adubo verde (fixação biológica de nitrogênio). Suas flores atraem  abelhas, principalmente a mamangava, sendo interessante cultivá-las próximos de maracujazeiros, além de que pode ser empregada na adubação verde e cobertura do solo. Multiplica-se por sementes.

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escova-de-garrafa (Callistemon sp)

arvoreta, com porte entre 2 a 7 m, nativa da Oceania. Ornamental, sendo utilizada na arborização de vias públicas. Multiplica-se por sementes.

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eucalipto (Eucalyptus sp)

Existe centenas de espécies de eucalipto, todas originarias da Oceania. Árvores que podem atingir 55 m de altura. Produz uma grande quantidade de flores ricas em néctar, sendo muito importante na atividade da apicultura. Multiplica-se por sementes e estacas.

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girassol (Helianthus annuus)

planta herbácea, anual, com porte entre 1 a 4 m, originária da América do Norte. Fornece muito pólen para as abelhas. Pode, também, ser empregada na adubação verde compondo sistemas agrícolas biodiversos.

girassol (Helianthus annuus)

grumixama (Eugenia brasiliensis)

Árvore de grande porte (10 a 15 m), frutífera e nativa do Brasil. Praticamente todas as árvores da família Myrtaceae (pitangueira, uvaia, cereja-do-rio-grande, gabiroba, araças, cambuci, entre outras produzem flores que atraem muitas abelhas, dessa forma, essas espécies, além de produzirem frutos muito saborosos, alimentam as abelhas com suas flores.

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jaboticabeira (Plinia sp)

árvore, com altura entre (4 a 15 m) , nativa do Brasil, além de uma importante frutífera suas flores alimentam uma enorme quantidade de abelhas.

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palmeira-jerivá (Syagrus romanzoffiana)

palmeira, pode atingir cerca de 15 m de altura, nativa da Mata Atlântica. Assim como as outras palmeiras, as flores do jerivá são uma importante fonte de pólen para as abelhas. Também pode ser utilizada no paisagismo. Multiplica-se por sementes.

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palmeira-juçara (Euterpe edulis)

palmeira, pode atingir cerca de 15 m de altura, nativa da Mata Atlântica. Assim como as outras palmeiras, as flores da juçara são uma importante fonte de pólen para as abelhas. Também pode ser utilizada no paisagismo. Multiplica-se por sementes. Verifiquei muitas jataí, iraís, arapuas, Apis mellifera e mamangava visitando as inflorescências da juçara. Produz uma polpa de coloração roxa muitíssimo semelhante ao açaí amazônico, o que pode impulsionar o seu cultivo comercial e manejo em áreas nativas para fins de geração de renda e alimento – é mais interessante que a exploração do palmito, pois para retirar o palmito corta-se a palmeira, já o uso da polpa tem-se uma renda anual e antem a palmeira em pé, sem contar que o resíduo da extração da polpa é semente que pode ser vendida, fazer mudas ou jogá-las na mata.

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jurubeba (Solanum paniculatum)

arbusto, com um pouco de espinhos, com altura entre 1,5 a 2,5 m. Atrai muitas mamangavas. Planta comestível e com propriedades medicinais. Propaga-se por sementes.

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guaçatonga (Casearia sylvestris)

árvore de 3 a 5 metros de altura, floresce durante os meses de junho a agosto, sendo uma ótima oferta de néctar e pólen durante o inverno. Quando florida é possível ouvir de longe os sons das abelhas em suas flores. Planta com propriedades medicinais. Propaga-se por sementes.

guaçatonga (Casearia sylvestris)

margaridão (Tithonia diversifolia)

arbusto sublenhoso 1,5 a 3,5 m de altura, originário da América do Norte, floresce no outono e inverno, tem propriedades medicinais, pode ser usada no paisagismo, também  é muito empregada como adubo verde. Pode ser usada como quebra vento. Propaga-se por sementes e estacas.

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maria-mole (Dendropanax cuneatus)

árvore com altura de 5 a 12 m, floresce durante os meses de maio a junho. Ocorre na Mata Atlântica e Floresta Amazônica. Tem crescimento rápido e tolera solo úmidos. Muito melífera.

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melaleuca ( Melaleuca sp)

árvore com 5 a 12 m de altura, originária da Oceania, da mesma família que o eucalipto (Myrtaceae). Extremamente melífera. Apresenta propriedades medicinais. Floresce em maio. Propaga-se por sementes.

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ora-pro-nobis (Pereskia grandifolia)

arbusto, com muitos espinhos, com altura de 3 a 5 m, ocorre no nordeste, sudeste e parte do sul. Muito apícola. Trata-se de uma planta comestível, muito rica em proteínas. Ela e s sua prima Peresskia aculeata são extremante melíferas. Ambas são comestíveis. Podem ser usadas com sucesso no paisagismo e cerca viva.

ora-pro-nobis (Pereskia grandifolia)

salsinha (Petroselinum crispum)

erva, muito aromática, 15-30 cm de altura. Suas flores atraem muitas jataís, mirins e iraís. Ótima planta para se ter em casa, pois além de ser utilizada como condimento, alimenta as abelhas. Funcho, cenoura, coentro são da mesma família que a salsinha, e todas atraem muitas abelhas. Propaga-se por sementes.

flor da salsinha

sangra-d´água (Croton urucurana)

árvore com 7 a 10 m de altura, gosta de solo encharcado, muito comum nas matas ciliares da Mata Atlântica. Floresce de dezembro a junho. Propaga-se por sementes. Tem propriedades medicinais. Bastante melífera.

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urucum (Bixa orellana)

árvore de 3 a 5 m de altura, nativa da Floresta Amazônica. Apresenta propriedades medicinais e é muito utilizada como condimento. Suas flores atraem muitas abelhas nativas sem ferrão e mamangavas. Pode ser plantada próximo de plantios de maracujá para atrair mamangavas. Propaga-se por sementes. flor do urucum

citros (Citrus sp)

árvore com 3 a 10 m de altura, algumas com espinhos. Apresentam flores extremamente melíferas, incluem-se nesse grupo as laranjas, mexericas, limões.

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cambará (Gochnatia polymorpha)

árvore com altura de 6 a 8 m, ocorre no cerrado, tem florescimento durante os meses de outubro a dezembro. Apresenta uma madeira de ótima qualidade. Bastante elífera.

Abelha Apis mellifera visitando as flores do cambará

fruto-sabiá (Acnistus arborescens)

árvore de pequeno porte 2 a 4 m, possuí flores que atraem uma vasta gama de abelhas e seus frutos são bastante procurados por diversas aves. Propaga-se por sementes e estacas.

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manjericão (Ocimum basilicum)

subarbusto de 30 – 50 cm de altura, bastante aromático, originário da Ásia tropical. Muito utilizada como condimentos e apresenta propriedades medicinais. Propaga-se por sementes e estacas.

Abelha Apis mellifera visitando as flores do manjericão.

resedá (Lagerstroemia indica)

árvore com altura de 3 a 5 m, nativa da Asia, muito empregada na arborização de vias públicas. Suas flores (rosas e brancas) atraem uma grande quantidade de espécies de abelhas. Multiplica-se por estacas e sementes.

Abelha jataí visitando as flores do resedá

Abelha nativa sem ferrão visitando as flores do resedá

Abelha Apis mellifera visitando as flores do resedá.

Todas as imagens presentes neste material foram tiradas por mim ao longo de muitos anos.

Felipe Furtado Frigieri

Bibliografia

Kinupp, V. F; Lorenzi, H. Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil:
guia de identificação, aspectos nutricionais e receitas ilustradas. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora. 768p. 2014.

LORENZI, Harri; Plantas para jardim no Brasil: herbáceas, arbustivas e trepadeiras. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2013.

Lorenzi H, Matos FJA. Plantas medicinais no Brasil: nativas e exóticas. São Paulo: Nova Odessa; 2008.

LORENZI, H. 2008. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Editora Plantarum Ltda. Nova Odessa, São Paulo vol. 5, 384 p.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Já Ouviu falar das PANC?

Existem muitas plantas nativas do Brasil e de outras partes do mundo que nascem espontaneamente em áreas de cultivo,  calçadas, quintais, terrenos abandonados, beiras de rio e etc., que por desconhecimento botânico das pessoas, acabam denominando as de matos, ervas daninhas, pragas. No entanto, muitas dessas plantas ou parte delas tem enorme potencial alimentar, são exemplos  a serralha (Sonchus oleraceus), caruru (Amaranthus viridis), bertalha-coração (Anredera cordifolia), taioba (Xanthosoma taioba).

Segundo Wilson (1994) cerca de 30 mil ou 10% da biodiversidade vegetal estimada no mundo possuem partes partes comestíveis. No entanto, esse potencial alimental proporcionado pelos vegetais e que poderia enriquecer e diversificar a nossa dieta é ridiculamente aproveitado. Os motivos para isso são vários: baixíssimo conhecimento  botânico da população em geral, a necessidade de estudos e pesquisas agronômicas de plantas não convencionais e com potencial alimentar, a nossa monotonia alimentar, entre outros. Cerca de 90% do alimento de origem vegetal consumido no mundo na atualidade vêm de apenas 20 espécies de vegetais (KINUPP,2014).

Para dar mais visibilidade a essas plantas alimentares “desconhecidas”, em 2008 o pesquisador Valdelly Kinupp juntamente com a nutricionista Irany Artechye elaboraram um vídeo, onde o termo PANC foi empregado e passou a ser divulgado a partir de então –  a palavra PANC teve sua origem nas iniciais de “Plantas Alimentícias Não Convencionais”.

Vale ressaltar que também são consideradas PANC, as plantas que já possuem uso convencional, porém possuem partes (folhas, raízes, etc.) que não temos o hábito de comer. Exemplo disso é a batata-doce, comemos a batata, no entanto as folhas não temos o hábito de comer e elas são comestíveis.

O Brasil possui uma diversidade vegetal imensa, somos privilegiados por natureza, temos frutos, raízes, flores, folhosas, sementes/castanhas diversas, mas infelizmente são poucos os brasileiros que aproveitam dessa fartura, parte disso de deve a forte influencia da colonização europeia.  Segundo (KINUPP,2014) perto de 52 % dos alimentos que consumimos é de origem euroasiática.

É urgente que se realizem pesquisas, estudos para um melhor aproveitamento e divulgação do potencial das PANC, de modo que essas informações cheguem até os pequenos agricultores e a população em geral. Que a oferta e demanda dessas plantas aumentem e, consequentemente, possibilitem um aumento na renda dos agricultores  e uma melhora na alimentação da população em geral.

Abaixo seguem imagens de algumas PANC. Espero que cada vez mais as pessoas pesquisem, plantem e comam essas plantas maravilhosas.

Plantas alimentícias não convencionais (PANCs) do Brasil: guia de identificação, aspectos nutricionais e receitas ilustradas.

                   Um excelente material para quem quer aprender mais sobre as PANC.                  Plantas alimentícias não convencionais (PANCs) do Brasil:
guia de identificação, aspectos nutricionais e receitas ilustradas. 

 

PANC caruru

PANC, caruru (Amaranthus sp). Folhas e sementes comestíveis. 

PANC capuchinha

PANC, capuchinha (Tropaeolum majus). Folhas, flores e frutos comestíveis. 

PANC, cará-moela

PANC, cará-moela (Dioscorea bulbifera). Tubérculo comestível. 

PANC, coração bananeira

PANC, coração bananeira. Temos o hábito de comer bananas, mas poucas pessoas sabem que o coração da bananeira é , também, comestível. 

Coração da bananeira refogado.

Coração da bananeira refogado. Dica: ferver e trocar a água duas vezes antes de refogar.

PANC, folha da beterraba é comestível.

PANC, folha da beterraba é comestível.

PANC, malvavisco

PANC, malvavisco (Malvaviscus arboreus). Flores comestíveis. 

PANC, mangarito

PANC, mangarito (Xanthosoma riedelianum). Rizomas são comestíveis.

PANC, mangarito

Doce  em calda de mangarito.

PANC, maria-pretinha (Solanum americanum)

PANC, maria-pretinha (Solanum americanum). Folhas e frutos (maduros) são comestíveis.

PANC, moringa (Moringa oleifera)

PANC, ometete de moringa (Moringa oleifera)

PANC, peixinho-da-horta

PANC, peixinho-da-horta (Stachys byzantina). Folhas comestíveis.

PANC, peixinho-da-horta

PANC, peixinho-da-horta empanado e frito. 

PANC, pepininho (Melothria pendula)

PANC, pepininho (Melothria pendula). Frutos comestíveis. 

PANC, taioba (Xanthosoma taioba)

PANC, taioba (Xanthosoma taioba). Folhas comestíveis após o cozimento. 

PANC, vinagreira (Hibiscus sabdariffa)

PANC, vinagreira (Hibiscus sabdariffa).  Folhas e cálices florais comestíveis. 

 

Felipe Furtado Frigieri

Bibliografia

KINUPP, V. F.; LORENZI, H. Plantas alimentícias não convencionais (PANCs) do Brasil: guia de identificação, aspectos nutricionais e receitas ilustradas. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora, 2014.

WILSON, E.O. Diversidade da Vida. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. 447 p.

 

 

 

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Curso de Meliponicultura

Curso de Meliponicultura

Curso de Meliponicultura

O Curso

Abordará os assuntos relacionados à biologia, manejo, criação, multiplicação das abelhas nativas sem ferrão, de forma prática e teórica.

Objetivo

Manejo e criação.
Educação ambiental
Preservação

Quanto

O valor da inscrição é de 100,00 reais incluí alimentação e certificado.

Onde

O curso será realizado no Parque Ecológico, local que possui ampla estrutura para realização de atividades de educação ambiental e observação da natureza.

Cronograma

Teórico (parte da manhã)

08h – recepção café da manhã
8h30-9h apresentação

9h-12h Introdução a parte teoria das Abelhas

introdução, biologia das abelhas.
Diferençãs entre abelhas nativas, abelhas africanizada, solitária, vespas
Importância da abelhas (preservação, polinização, importância agrícola e ecológica)
Abelhas nativas sem ferrão (pricipais grupos, diversidade)
Estrutura social
Organização social e divisão de castase trabalho (rainha, operárias, zangão)
Produtos das abelhas: mel, pólen, cera, própolis
Caixas para as abelhas modelos e tamanhos.

12h-13h30 Almomoço

Prático (parte da tarde)

13h30 – 18h Prática

Apresentação das caixas coma abelhas
Confecção de iscas pet (captura de enxames na natureza)
Transferência de uma isca pet colonizada para a caixa racional
Divisão de enxames de jataí e mandaçaia
Educação ambiental utilizando as abelhas nativas

Abelhas que vamos conhecer:
jataí
mandaçaia
iraí
mirim-guaçu
mirim-preguiça
mandaguari
manduri

Ministrantes

Antônio Carlos Correa Júnior
Apicultor e meliponicultor com experiencia há mais de quatro anos na criação de abelhas.

Felipe Furtado Frigieri

Engenheiro florestal, apicultor e meliponicultor com experiencia há mais de cinco anos na criação de abelhas.

Inscrições:

felipefrigieri@hotmail.com
19-981881563 (whatsapp)

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Oficina de Agrofloresta com Foco em Videiras

oficina agrofloresta

O curso

Abordará os conceitos básicos sobre sistema agroflorestal, manejo ecológico do solo, sucessão ecológica, estratificação vegetal, manejo e escolha das espécies, tudo isso distribuído em aulas práticas e teóricas.
Através das atividades práticas os participantes aprenderão como projetar, implementar e manejar sistemas afgroflorestais com enfoque na produção de uvas.

1- Sistemas agroflorestais como sistemas vivos
A produção de alimento,
Matérias primas, água, solo
Entrada de energia: sol.

2- O papel da fotossíntese
Motor da vida no planeta
Fixação de carbono
Produção de “solo”

3- A busca pela eficiência fotossintética nos sistemas agroflorestais
Estratificação
Podas
Diversificação
Sol como único fator limitante

4- O papel da sucessão ecológica
Dinâmica de clareiras
Funcionamento da floresta

5- O uso do conhecimento da sucessão ecológica na prática agroflorestal
Maximização da captação de luz
Grande volume de raízes no solo
Estratificação
Uso da biodiversidade

6- O solo como resultado da prática agroflorestal
Infiltração e retenção de água
Aumento da vida no solo
Acumulo de nutrientes na superfície
Terra Preta de índio.

7.Implantação e manejo de videiras para produção sucos e vinhos no sistema agroflorestal.

Facilitadores:

Fabiane Correa de Almeida
Enóloga, produtora rural. Unipampa (Universidade Federal do Pampa).

Fábio Boschi Ribeiro
Consultor, facilitador, produtor rural e engenheiro agronômo (ESALQ-USP).

Felipe Furtado Frigieri
Consultor, facilitador, produtor rural e engenheiro florestal (ESALQ-USP).

Cronograma do curso

Sábado

8:00 – Café da manhã
9:00 – Início da aula prática
12:00 – Almoço
13:30 – Continuação da aulas prática
17:00 – Finalização do curso, conversa e agradecimentos.

O Local

A propriedade onde será realizado o curso está localizada no município de Pilar do Sul – SP. A propriedade chama-se Sítio Irmãos Correa, a qual vem se preparando para iniciar uma produção agroecológica.
Pilar do Sul está distante 150 Km de São Paulo, e 137 Km de Campinas.

O que levar:
– roupas apropriadas (calça reforçada, chapéu/boné e camisa de manga coprida, bota/calçado reforçado);

Ferramentas :
Facão.

Alimentação:

Café da manhã e almoço

Pagamentos:

Valor do curso : 50,00 reais (incluí alimentação).

Inscrição e informações:

e-mail: cursodeagrofloresta@gmail.com

celular (whatsapp)

Fabiane Correa de Almeida: (15) 99688-5526
Felipe Furtado Frigieri : (19) 98188-1563
Fábio Boschi Ribeiro: (19) 99981-7054

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Paú (um super composto)

A madeira é produzida pelos vegetais através de um processo fantástico conhecido como fotossíntese. Os vegetais conseguem transformar a água mais gás carbônico, partir da energia luminosa do sol, em compostos orgânicos (frutos, sementes, folhas, madeiras).

Uma vez que uma árvore morre na natureza, toda madeira acaba servindo de alimento para uma infinidade de organismos (fungos, bactérias, cupins, formigas, besouros, etc.), que ao se alimentarem desse material, acabam decompondo-o até materiais estáveis que irão melhoras as condições físicas e químicas do solo.

O material originário da madeira e em elevado estágio de degradação  é denominado pelos indígenas como “paú”. Trata-se de um excelente material estável quimicamente e de baixa densidade, excelente para produção de compostos empregados na produção de mudas.

Na agrofloresta ou agricultura sintrópica a poda das árvores visa, além da entrada de luz no sistema, produzir esse material (paú) de modo a melhorar cada vez mais a fertilidade do solo, ciclagem de nutrientes e possibilitar o desenvolvimento de uma infinidade de organismos benéficos dentro do sistema.

Ovídeo abaixo mostra um pouco sobre o paú.

paú

Madeira em processo de decomposição

paú 1

Larva de besouro que se alimentava da madeira em decomposição.

paú 11

Larvas de besouro que se alimentavam da madeira em decomposição.

Fungos decompositores de madeira.

Fungo decompositor de madeira.

Fungos decompositores de madeira.

Fungo decompositor de madeira.

Nos sistemas agroflorestais a madeira é utilizada coo cobertura e proteção do solo

Nos sistemas agroflorestais a madeira é utilizada como cobertura e proteção do solo. Além de proteger o solo a madeira tem o poder de reter água no sistema e serve de alimento para uma infinidade de organismos.

Felipe Furtado Frigieri

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Curso de Agrofloresta – 21 e 22 de outubro

Durante os dias 21 e 22 de outubro de 2017 foi realizado o Curso de Agrofloresta com foco Horticultura. O curso foi realizado por Felipe Furtado Frigieri, engenheiro florestal e por Fábio Boschi Ribeiro, engenheiro agrônomo.

Os Sistemas Agroflorestais buscam produzir alimentos diversos (raízes, sementes, frutos, hortaliças, etc.), madeiras, óleos, entre outros em harmonia com os processos sucessionais naturais, respeitando técnicas de estratificação florestal e do manejo ecológico do solo. Essa atividade ao longo do tempo melhora as características físicas, químicas e biológicas do solo, aumenta as taxas de infiltração de água, fixa carbono e convive muito bem a natureza. Por dispensar qualquer tipo de agrotóxico e fertilizante mineral de rápida reação produz alimentos riquíssimos, sem contaminar o ambiente e Homem.

Segue algumas imagens do evento.

preparação solo área

Preparo  do solo que recebera a agrofloresta.

preparo dos canteiros

Preparo dos canteiros agroflorestais.

plantio das mudas

Plantio das mudas e sementes

canteiros prontos

Canteiros prontos. Solo protegido!

Realizamos consultorias, cursos e oficinas.

Para maiores informações entrar em contato através do e-mail

felipefrigieri@hotmail.com

 

 

 

 

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Curso de Agrofloresta em Itapetininga-SP

 

curso de agrofloresta em Itapetininga-SP

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